Ouvir o silêncio

Hoje ouvi uma pessoa dizer: “as vezes é melhor ouvir o silêncio”. Não poderia deixar isso passar em branco sem escrever algumas linhas sobre o assunto.

Era uma senhora, que devia ter em torno de 90 anos. Fiquei admirando-a, sem que ela me visse, e pensando na quantidade de situações pelas quais ela deveria ter passado para ter aprendido isso. E agora, lá estava ela, dizendo essa frase à um desconhecido no transporte público, com toda propriedade de quem aprendeu a ouvir o silêncio.

E nós? Estamos silenciando nossa mente para dar lugar ao silêncio que ensina? Ao silêncio passível de ser ouvido?

Um dia ouvi de um Monje que quem tem a mente barulhenta nunca estará em real silêncio. E aí vem a reflexão, será possível parar para ouvir o silêncio mesmo em meio ao barulho do dia a dia?

É uma escolha, um treino diário, um exercício de deixar fluir. Mas vale tentar. O silêncio está em algum lugar dentro de nós, chamando pela paz, pela consciência.

Me lembro de uma breve passagem Sri Bagavata Purana que diz que tentar controlar a mente é como segurar o vento com as mãos. Impossível. Mas é possível pensar sobre nossa postura diante dos ventos do dia a dia, é possível selecionar, pouco a pouco, os pensamentos que povoam o nosso universo mental.

Vamos nos voltar para dentro. Como estamos? Nosso silêncio, o que nos diz? É possível escuta-lo, aprender com ele?

Ai está algo para pensar e treinar todos os dias. Uma vida mais conectada, mais consciente e menos, bem menos, barulhenta.

Que todos possamos ir ao encontro de nossos silêncios, de nossa paz!

Anúncios

Sobre minimalismo e contato

Hoje quero refletir, mesmo que brevemente, sobre uma tendencia que venho observando em mim mesma e em algumas pessoas que, de alguma forma, participam deste meu caminhar.

Os dias passam agitados, somos bombardeados de informações por todos os lados, mas mesmo assim seguimos pela contra mão, buscando uma forma de vida mais leve, mais tranquila, mais feliz.

Tenho aprendido dia após dia a viver com mais tranquilidade, minimizando coisas e aquecendo o coração. Gostaria de pensar sobre esse assunto com voces: o que estamos fazendo dos nossos dias? Estamos em contato com nós mesmos?

CONTATO

s.m. 

Estado de objetos que se tocam; ligação.

Proximidade, relação, comunicação

Vale pensar sobre esta palavra que por muitas vezes repetimos, repetimos e repetimos no nosso dia a dia virtualmente e nas relações mais próximas. “ah! anota meu contato”, ou então “fico no aguardo do seu contato”.

Mas afinal, temos feito CONTATO conosco? Ou acabamos perdemos a intimidade com nosso interior?

Fica, para alem da reflexão, um convite: busquemos olhar para dentro, reavivar este contato intimo com tudo que somos. Que possamos valorizar nosso melhor. Que possamos observar nossa sombra e pensar como nos curar.

Que possamos pelo menos por um instante fechar os olhos, nos pegar no colo e dizer: “Fique tranquil@, está tudo bem!”

Sejamos amorosos nesta reaproximação conosco. Vamos descobrir a melhor companhia que somos para nós mesmos e para os outros!

Com tato, CONTATO e muito amor.

 

(Aproveito para deixar o convite, quem quiser acompanhar algumas reflexões minhas a respeito dessa forma de viver, acesse meu outro blog onde compartilho um pouco desses anseios diários em busca de uma vida com mais leveza.)

 

Breve reflexão sobre convivência humana

É domingo! Um dia tranquilo. Tranquilo?

Aí vem minha reflexão de hoje. Andei observando, por vários momentos, em um breve passeio nas ruas da minha agitada cidade o quanto as pessoas estavam irritadas e agressivas.

Não convêm encher essa pagina desses maus exemplos porque não levaria a nada, mas, a questão é que sempre tento observar as coisas boas, mas hoje não deu. O que me chamou (demais!) a atenção foram as demonstrações de intolerância e desrespeito. Demonstrações gratuitas de violência. Porque?

Cada um de nós é um ser complexo, único e entendo perfeitamente que todos temos nossas razões para agir desta ou daquela forma. Mas, e quando isso envolve agredir, nem que seja por um instante, outras pessoas? Bem, foge do nosso controle a forma como o outro age, mas acredito que esses momentos sirvam para que possamos olhar para dentro e fazer uma pergunta simples: “Temos procurado ser o melhor de nós nas nossas relações com os outros?”

Nada fácil… é metro, é ônibus, é rua, é fila, é transito. Mas, o que nos faz pensar que temos o direito de descontar em alguém nosso problemas internos e tornar ainda mais difícil o dia da outra pessoa?

Convido a cada um que ler essa breve reflexão que siga comigo na contramão disso tudo, que procure respeitar a todos e, surgindo ou não uma oportunidade, seja gentil!

Acredito que nós, pouco a pouco, possamos nos tornar seres humanos melhores e juntos fazer o mundo um lugar mais agradável para todos.

Vamos viver de forma mais leve! 😉

 

 

 

Engrenagens (ou, breve reflexão sobre vida e morte)

​São muitas idéias que desde ontem estão fervilhando em minha mente, todas elas sobre vida e morte. Ontem foram vários os acontecimentos – e vários mesmo – que me fizeram refletir, refletir e refletir sobre tudo isso. Novamente me pego envolta em meio a esse tema: Recomeços.

Quantas oportunidades temos diariamente de renascer? O quanto somos infinitamente pequeninos em meio a grande engrenagem da vida? 
Engrenagem

s.f. organização, entrosamento.
Como podem perceber, de uns tempos para ca, ando assim com as palavras, percebendo-as. Engrenagem da vida. Engrenagem da vida. Engrenagem da vida. Aí está! O quanto estamos sendo realmente parte consciente desse todo? Quantas peças desajustadas temos nesse grande mecanismo? Que, portanto, não funciona como deveria e prejudica o funcionamento de todas as outras pequenas e importantíssimas peças.

Parece que quando tomamos realmente consciência disso é como se algo muito grande nos abrasasse, em uma sensação de acolhimento tão intensa que renova as forças para seguir adiante nesse mar.

Em tempos cheios de informações e dúvidas como esse em que vivemos, onde pensamos o tempo todo e não concluímos quase nada, uma experiência como essa é mesmo algo único. Certamente ver tanta coisa acontecendo em um mesmo dia é algo que demanda um peito cheio de coragem, mas também de sensibilidade. Sensibilidade para tentar aprender. Sim, sem sensibilidade não há aprendizado. Mas o que aprendi? De qual sentido quero carregar esse breve texto?

Que o sentido seja o que envolve toda essa grande engrenagem, o amor. Sim, todas as formas de amor. Sabe quando temos a oportunidade de olhar nos olhos de alguém, seja quem for? Então, não desviemos o olhar! Sabe quando podemos ajudar quem quer que seja? Pois bem, façamos da forma que nos for possível!

Tanto faz se estamos vivenciando inícios ou final de ciclos, tantos faz se estamos mais ou menos conectados como as engrenagens desse grande todo. Acredito que o grande sentido de tudo isso é apenas o amor, só isso é capaz de tranquilizar momentos difíceis, brindar bons momentos e fazer as engrenagens pouco a pouco se acertarem.

Fica um convite a todos nós. Vamos tentar vivenciar o amor em todas as suas formas? Vamos tentar olhar o outro sem julgar? Tentar pequenas gentilezas? Fazer algo novo diante de tudo isso, diante de nós mesmos?

A vida é um sopro diante da eternidade, e é tão incrivelmente especialmente ciclica – como tudo no universo – que é possível renascer neste mesmo instante através de uma atitude positiva e amorosa diante desse grande conjunto de engrenagens.

Renovação, pretexto e outras boas coisas

Nasceu um novo dia. Deitada ainda, lembro como estava me sentindo ontem… Havia dormido com muita dor. 

E hoje? Renovada, um leve sorriso brota no rosto.

Aí está a primeira boa coisa do dia! Sensação de recomeço e renovação. E certamente essa é uma daquelas sensações de encher o peito de algo inexplicavelmente mágico.

Pretexto para escrever? Sim, um grande pretexto para escrever.. aliás um préTEXTO. Pretexto…

“s.m. 

Desculpa; justificativa apresentada para omitir os reais motivos de alguma coisa.

Subterfúgio; alegação de quem não pretende explicar as razões de algo.

(Etm. do latim: praetextus)”



Precisei parar por um instante “para abrir” o dicionário e buscar mais sobre essa palavra, que nunca havia soado tão bonita e ideal quanto no momento em que estava escrevendo este texto. 

As boas coisas, pretextos para textos. Que inspirador!

Voltando ao assunto, a boa coisa que me levou a escrever esse texto, a sensação de acordar e perceber que estava bem, após uma noite em que estava sentindo muita dor ao dormir. 

Oportunidades de recomeço. Talvez seja isso que o Universo esteja gritando o tempo inteiro, em todos os lugares, e não percebemos. A vida se renova a cada instante… Isso, por si só, já é um convite a uma reflexão. Um grande pretexto (sim, virou minha palavra favorita) para acreditar que as transformações que tanto sonhamos são possíveis. 

Desejo que o nosso melhor seja desperto, que possamos permitir que as sutilezas da vida nos sirva de inspiração, e que renovados, possamos contribuir para um mundo a cada dia melhor.

Eu acredito na força do bem, eu acredito em um mundo de paz. E que comece por cada um de nós! 

Seja gentil com você

Quanto tempo por dia somos realmente gentis conosco? O quanto nos respeitamos? Nos amamos de verdade? Quantas guerras internas provocamos? Pra que?

São muitas perguntas, e poderiam ser mais! Estou com a cabeça cheia delas, porque hoje, em meio a tantas informações, uma pessoa que amo muito me envia um vídeo intenso, de tirar o folego, um grande alerta, um grito.

Não vou me estender sobre o vídeo, porque pretendo que assistam e divulguem, mas vim falar de algumas reflexões sobre um ponto que não me deixa parar de pensar. Em um determinado momento, uma das mulheres do vídeo fala: “me sentia em um relacionamento abusivo comigo mesma”. Sim, poderia ser apenas uma frase que passa despercebida, mas na real, quantas vezes todas nós fazemos isso? Essa frase ficou ressoando na minha cabeça e me fazendo pensar em várias perspectivas de como isso é possível e como se torna assustadoramente corriqueiro.

Quando nos olhamos no espelho, percebemos mais as qualidades ou defeitos? Quando analisamos nossa vida, percebemos o quanto somos incríveis por termos vivido tantas coisas, ou lembramos mais dos momentos não tão agradáveis? Pensamos em parar por um instante e fazer, por exemplo, uma auto massagem nas mãos? Paramos para tomar nosso suco favorito em meio a um dia cheio de afazeres?

Volto a pergunta: O quanto estamos sendo realmente gentis conosco?

Te convido a pensar, mesmo que por um instante, algum ato de gentileza e amor próprio que você pode começar fazendo agora. Experimente! Será certamente uma experiência renovadora. A partir daí comece a pensar mais sobre isso. Comece a se perceber, se amar.

Vivemos em uma sociedade que nos cobra demais, que nos critica demais, que aponta demais o dedo, onde os egos e razões estão sempre disputando território. Eu escolho ir na contra mão disso. Prefiro ver o lado bom, o bem, a beleza… é por essa perspectiva que acredito ser possível estabelecer relações mais leves consigo mesmo e com o outro.

Nada disso é fácil, é uma construção diária. Vamos resistir, por um mundo com cada vez boas coisas e que comece de alguma forma por nós.

Obs. O vídeo aborda muito mais coisas que isso, é simplesmente incrível. Esta é apenas uma reflexão sobre uma das boas coisas que o vídeo despertou em mim.

Tem alguma reflexão sobre o tema? Deixe nos comentários…

Continuar lendo “Seja gentil com você”

Sobre a criação deste blog

​O primeiro post deste blog. 

Não pretendo me alongar em apresentações.. sou apenas uma pessoa que vem buscando ser aprendiz na arte de olhar o lado bom das coisas, de perceber as boas coisas nas sutilezas do dia a dia. Esta página vem ao encontro deste processo, realmente sinto a necessidade de não apenas olhar, pensar sobre e deixar passar, mas gostaria que, de alguma forma, esses momentos não se perdessem no tempo e que fossem multiplicados a quem se interessasse em ler. 

Incentivo essa prática, olhem ao redor! 

Aprendi, há muito custo, que há sempre algo bom acontecendo em todos os lugares, por mais sutil que seja. É um exercício de treinar o olhar… E de viver mais leve, dando atenção as boas coisas.

Não tenho a intenção de ter um número “x” de seguidores ou ser conhecida pelos meus textos, mas quem sabe este não é o primeiro passo de uma teia de boas coisas.
Viu algo bom e gostaria de me contar? Clique em “contato” e me escreva!